Guilherme Serrano
Desde 2009, o dia do consumo consciente é celebrado em 15 de outubro no Brasil. A data foi instituída pelo Ministério do Meio Ambiente a fim de despertar a consciência da população sobre os problemas socioambientais causados pelo consumismo excessivo.
A ideia inicial dessa data, portanto, era fazer com que as pessoas refletissem, por exemplo, sobre o lixo gerado através do consumo, e de que forma isso poderia ser mudado através de atitudes mais conscientes e sustentáveis.
Em 2024, esse tema segue em alta, afinal, estamos vivenciando fenômenos climáticos extremos ocasionados pela ação humana. No entanto, atualmente, a data também pode ser utilizada para a reflexão acerca de um outro tipo de consumo: o de conteúdo.
Isso porque, além de uma geração acostumada a lidar com uma nova realidade climática, somos também uma geração ansiosa em função do uso excessivo das redes. São muitos vídeos, fotos, áudios e outros conteúdos consumidos e descartados em questão de segundos.
Pensando nisso, será que é possível propor um consumo consciente de conteúdo? No quesito sustentabilidade, a ideia é reduzir o lixo. Nas redes, essa analogia também pode ser verdadeira.
Você pode começar, por exemplo, fazendo uma revisão na lista de páginas que você segue no Instagram. Será que todos ali estão te entregando um conteúdo de qualidade ou muitas daquelas pessoas só servem para ocupar seu tempo?
É claro, não precisamos ser tão sérios o tempo inteiro. Claro que você pode seguir alguns criadores de conteúdo por pura distração. Mas até que ponto isso é saudável para você?
Feita essa reflexão e dado os unfollows necessários, talvez você possa ir atrás de influenciadores que de fato honrem o rótulo e te entreguem um conteúdo de maior valor.
Você pode usar o tempo que você gasta rolando o feed do Instagram para aprender mais sobre gestão financeira, por exemplo. Nesse sentido, há diversas opções de quem seguir, como por exemplo Nath Finanças ou Nathalia Arcuri.
E quem disse que você não pode usar as redes sociais para amenizar a ansiedade causada pelas redes sociais? Com o lema ‘mais foco, menos ansiedade’, Rafael Gratta faz vídeos ligados à vida saudável, neurociência e comportamento. Outro exemplo de quem vai nessa linha é o psicólogo e neurocientista Eslen Delanogare.
Se sua praia é ciência e educação, você tem muito a aprender com os criadores Manual do Mundo e Ciência todo Dia. Já a Teacher Paula Gabriela pode te ajudar com aquela dificuldade em inglês.
O Cifra Club te ajuda a tirar a poeira do seu instrumento musical, Gustavo Balbi pode te ensinar a se vestir melhor e Leandro Twin tende a te dar aquele empurrãozinho de volta para a academia.
As possibilidades são muitas e quase infinitas. Basta procurar no seu nicho de interesse para encontrar diversos criadores. O importante é colocar a mão na consciência para refletir sobre o tipo e a qualidade do conteúdo que você está consumindo: será que isso te traz algum benefício ou é só mais um motivo de poluição no seu feed e na sua mente? Neste dia do consumo consciente, pense nisso!
Guilherme Serrano
